Com amor e dedicação
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Se o seu cão tiver poucas pulgas, ele pode estar sendo infestado durante os passeios na rua. Se a quantidade for muito grande, deve haver algum foco de pulgas na casa. O animal deve ser tratado com produtos anti-pulgas de duração prolongada e o ambiente deve ser dedetizado. As pulgas adoram carpetes, frestas de tacos e pilhas de jornais velhos para colocarem os seus ovos. Veja: controle de pulgas
A pulga dos cães é diferente daquela que ataca os humanos. Como a temperatura do cachorro é maior que a nossa (37-38ºC), a pulga prefere o sangue mais "quentinho". Porém, quando o cão e o ambiente estão altamente infestados, a pulga de cachorro ataca o homem também.
O cão e o ambiente devem ser tratados. Cães com altas infestações de pulgas podem adquirir vermes e se tornarem anêmicos.
Na maioria dos casos, a causa é o tártaro que se acumula nos dentes dos cães, principalmente naqueles de mais idade. Problemas digestivos podem causar halitose (hálito ruim ). No caso de tártaro, este deve ser removido pelo veterinário, periodicamente. Quando não removido, além do mal hálito, o animal corre o risco de perda precoce dos dentes. Veja: odontologia
Se não houver falhas na pelagem, ele pode estar passando por uma troca de pêlo que ocorre nas mudanças de estações, 2 vezes por ano. Caso haja falhas, o veterinário deve ser consultado. Sarnas, micoses, doenças nutricionais, alterações hormonais e outras, podem estar envolvidos. Escovar os cães todos os dias ajudará a troca da pelagem e irá conferir ao animal um pêlo mais saudável e brilhante. Veja:problemas dermatológicos
O animal deve ser condicionado a isto. Consulte: "xixi e coco no lugar certo"
Consulte a seção "como viajar com o cãozinho"
É um verme (Dirofilária) transmitido pela picada de mosquitos infectados. Existem regiões (litoral do Brasil e outras) em que a doença existe, e os cães devem ser medicados mensalmente com vermífugo específico, sob orientação veterinária. Caso a prevenção não seja feita, o verme se desenvolve dentro do coração do animal, causando doenças cardíacas que podem levá-lo à morte. Veja: dirofilariose
Os cães possuem uma grande capacidade auditiva, e o ruído de um trovão, tiro ou rojão, será ouvido por eles com uma intensidade 4 vezes maior do que nós, humanos. Isto fará com que o animal fique muito perturbado. Os cães ouvem o barulho dos trovões à distância, antes mesmo da tempestade, que está longe, chegar. Dica: coloque algodão no ouvido dos cães em dias de tempestade. Veja: medo de trovões
Sim, desde que ele não apresente diarréia. O cão é intolerante à lactose do leite de vaca , mas muitos tomam o leite sem problemas. O leite pode ser integral, pois a quantidade de gordura do leite da cadela é muito maior, ou seja, em termos de gordura, o leite de vaca é "fraco" para os cães. Como foi dito, se ele tiver diarréia, isto será por intolerância à lactose e não devido ao teor de gordura do leite. Cães adultos alimentados com ração não necessitam de leite na dieta.
Nem pensar. Lascas de ossos de galinha podem causas sérias perfurações intestinais. Se quiser, dê um osso natural, como joelho ou canela de boi bem cozido. Ou então, ossos de couro à venda em pet shops. Veja: ossos para cães
Por que o cão roí paredes ou come terra?
Pode estar relacionado a deficiências de cálcio e ferro, respectivamente. É comum em filhotes não vermifugados ou que não recebem a quantidade de cálcio suficiente na dieta.
Se for cadela, a partir do segundo ou terceiro cio. Os machos devem iniciar a vida reprodutiva a partir de um ano. Antes disso, ele pode acasalar, mas sem a certeza de fertilização da fêmea.
Sim, o cão possui um pequeno osso em seu pênis. É muito perigoso tentar separar à força o macho da fêmea durante o acasalamento, quando os dois já estão na posição de "traseiro" um para o outro. Esse osso peniano pode sofrer uma fratura causando um grande inchaço e dor ao animal.
A menopausa, na espécie humana, é a fase em que a mulher pára de ter ciclos ovulatórios e, portanto, não há mais possibilidade de engravidar. Na cadela isso não ocorre, e fêmeas com idade avançada continuam a ter cios e podem ficar prenhas.
Primeiro descubra a causa. Nos filhotes é comum pela idade. No adulto, ele pode estar querendo chamar a atenção. Repreenda-o firmemente se pegá-lo na hora do delito. Existem produtos de gosto amargo ou cheiro desagradável para o cão à venda em pet shops. Esses produtos devem ser passados sobre os lugares que ele gosta de roer, para desestimulá-lo.
Das cores básicas do espectro (amarelo, azul e vermelho) os cães, que têm visão dicromática, ao contrário do homem cuja visão é tricromática, distinguem bem o amarelo, o azul e o branco (somatória das cores) e o preto (ausência delas). Imagine que o cão, ao observar uma roseira, a enxergue em preto e branco, porquanto o verde ele reconhece como preto e o rosa como branco - fosse esta mesma roseira amarela com flores azuis ou azul com flores amarelas, ele a enxergaria com fidelidade de cores! É o que as evidências nos mostram sobre a visão dos cães e gatos. (Prof. J. L. Laus - Unesp)
médica veterinária - (CRMV SP 5532)
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Doenças fique atento!!
Viroses
As doenças apresentadas nesta seção são causadas por vírus. São as principais responsáveis pela morte de filhotes, mas podem atingir também cães adultos. As viroses mostradas aqui NÃO atingem o ser humano.
Os animais se contaminam através de urina, fezes e secreções de cães doentes. Pelo fato de muitos desses vírus sobreviverem por até 1 ano em condições ambientais, o local onde um cão doente esteve abrigado deve ser evitado por filhotes e cães não vacinados durante esse período de tempo. Mesmo que ocorra a desinfecção do ambiente, o risco de contaminação ainda é considerável.
Alguns vírus continuam a ser eliminados pela urina dos animais que conseguiram sobreviver à doença, por vários meses.
Essas informações são bastante importantes e nos leva à conclusão: deixar de vacinar um cão e levá-lo para as ruas é um risco muito grande. Da mesma forma, os filhotes só podem ter contato com o meio exterior e com outros cães após terminada a fase de vacinação.
Dentre as viroses, as mais temidas são a cinomose e a parvovirose, por serem bastante violentas e altamente contagiosas, causando a perda de muitos animais. A vacinação é o único meio de evitá-las.
Cinomose
É uma doença que atinge os cães, não transmissível ao homem, altamente contagiosa, causada por um vírus bastante resistente ao meio ambiente. Animais de todas as idades podem ser acometidos.
O período de incubação da cinomose pode chegar a 10 dias. O animal apresenta febre, apatia, perda de apetite, vômitos, secreção nasal e ocular e sinais neurológicos, dentre outros. A doença pode apresentar-se de várias formas, inclusive com sinais neurológicos apenas, o que significa um estágio mais avançado.
O vírus da cinomose atinge vários órgãos: rins, pulmões e, principalmente, o sistema nervoso, daí os sinais do tipo "tiques", andar cambaleante, ataquesconvulsivos, etc. Uma vez diagnosticada a doença através dos sintomas, histórico e exames laboratoriais, o animal recebe tratamento de suporte, ou seja, condições para o organismo reagir.
O curso da doença é variável. O animal pode passar por todos os estágios ou rapidamente apresentar os sintomas neurológicos, que são irreversíveis, mesmo que ele atinja a cura. Atualmente, alguns tipos de terapias podem auxiliar animais com seqüelas de cinomose, como é o caso da acupuntura. A morte ocorre com freqüencia e muitas vezes o dono do animal opta pela eutanásia para aliviar o sofrimento de seu animal.
Devemos usar de todos os recursos disponíveis na tentativa de salvar o cão. Porém, mesmo com um tratamento intensivo e adequado, a resistência individual é o fator mais importante. Se o cão atingir a cura, ele ficará apenas temporariamente imunizado, e deverá continuar sendo vacinado anualmente.
Parvovirose
A parvovirose é uma doença muito comum e causadora de 80% de morte nos filhotes contaminados. Não é transmitida ao homem. Ela pode atingir cães em todas as idades, daí o cuidado em se manter o cão vacinado anualmente.
Os sinais são febre, apatia, perda de apetite, vômitos e diarréia profusa. O animal solta as fezes na forma de jatos, de odor fétido e com muito sangue. O cão desidrata rapidamente e deve receber cuidados imediatos. Muitos necessitam de internação, pois a doença aparece de forma abrupta e violenta.
O tratamento, como no caso de outras viroses, visa dar suporte aos animais para que eles consigam reagir. O período de incubação pode chegar a 12 dias, e o animal que sobreviver à doença ficará imunizado temporariamente.
A parvovirose não deixa seqüelas, e o animal curado ganha peso e volta a se desenvolver rapidamente. Porém, apesar de contarmos com recursos como soro e plasma hiperimunes, que conferem ao animal anticorpos já prontos no tratamento da parvovirose, ela é uma doença que ainda mata muitos filhotes.
O diagnóstico deve ser feito também através de exames laboratoriais, pois existem algumas verminoses e intoxicações que podem ser confundidas com a parvovirose, se muito intensas.
Coronavirose
É um vírus muito similar ao vírus da parvovirose, causando sintomas semelhantes. É muito difícil diferenciar as duas doenças apenas pelos sintomas. São necessários exames laboratoriais, embora nem sempre essa diferenciação seja necessária, pois o tratamento das duas doenças é semelhante.
A coronavirose pode ser considerada mais branda que a parvo, porém, pode levar à morte muitos animais. Os sinais clínicos são: febre, inapetência, apatia, vômitos e diarréia na forma de jatos. Os animais recebem tratamento sintomático, e as chances de sobrevivência são maiores.
Hepatite Viral Canina
É uma doença causada por um vírus que NÃO atinge o homem. Sua ocorrência é bem menos freqüente que a cinomose e a parvovirose, e a mortalidade também não é tão alta. O período de incubação é de 2 a 5 dias. O vírus atinge o fígado e outros órgãos, especialmente os rins.
O animal pode apresentar desde sintomas leves até um quadro bastante severo. Os sinais clínicos incluem febre, apatia, inapetência, vômitos amarelo-esverdeados, diarréia e, em uma pequena porcentagem de cães, uma alteração ocular denominada "olho azul" (edema da córnea), reversível na maioria dos casos.
O tratamento é sintomático, e visa dar condições de reação ao organismo.
Parainfluenza
É um dos agentes causadores da chamada "tosse dos canis". O vírus, não contagioso ao homem, causa uma tosse não produtiva (sem catarro), com febre baixa ou ausência dela. O quadro persiste por 2 semanas e o prognóstico é bom. Os animais se contaminam pelo contato direto com cães infectados. O período de incubação é de nove dias. A associação de outros agentes (bordetella, adenovirus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo, como perda de apetite, apatia, tosse dolorosa e febre alta.
Mantenha seu cão vacinado anualmente, pois as vacinas dadas na fase de filhote devem ser repetidas todos os anos para garantir imunidade ao cão. Nunca tente tratar essas doenças com receitas caseiras, pois elas são graves e precisam de tratamento adequado para que o animal tenha chance de sobreviver.
Silvia C. Parisimédica veterinária - (CRMV SP 5532)













